O primeiro foi apresentado pela Rita Almeida, que teve não só o privilégio de trabalhar e aprender com ninguém menos que o Júlio Ribeiro, "o" cara de Planejamento, como de participar do case de Brastemp - Não Tem Comparação.
Resumo da ópera: Brastemp tinha uma imagem aspiracional, as donas-de-casa economizavam até um ano para poderem ter um eletrodoméstico da marca. E aí apareceu a Enxuta, que tinha uma lavadora maluca, que saía andando pela área de serviço quando começava a centrifugar (é verdade, eu tive e ela andava tipo o ET apertado pra ir no banheiro, era um inferno), mas que custava muito menos. Ou seja: não era preciso planejar a compra e fazer sacrifícios.
Quando a curva de vendas começou a se alterar, a Talent teve que reverter a situação e, pesquisando, viu que o concorrente tinha uma grande incoveniência: quebrava. E, mais do que isso, a consumidora atribuía a quebra de uma Brastemp a um azar eventual; e a quebra da Enxuta à qualidade do produto.
Pois bem, eles viram que a solução estava em reforçar a aura de incomparável, mas de uma forma leve e bem-humorada, e não partindo pra briga (gênio). E assim nasceu a campanha "não é assim uma Brastemp" que, quem viu, lembra. Ah, lembra. É maravilhoso:
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O outro de me corroer de inveja foi a disputa pra ver quem era o melhor, Biro-Biro ou Maradona. O resumo da ópera: a Coca-Cola precisava crescer sua participação em botecos. Não botecos tipo o Filial e o Original; botecos tipo a biboca do Seu Zé ali na periferia, entende? Lugares onde as pessoas vão pra tomar cerveja. Uma pinguinha de vez em quando, mas quem domina ali é a cerveja.
Como aumentar a participação ali, quer me dizer? Pois lá foi a JWT pensar o seguinte: mais legal que o domingo de jogo é a segunda no bar, comentando, tirando sarro dos amigos e discutindo os lances polêmicos. E a polêmica foi a linha que eles escolheram trabalhar. Mas não a polêmica Palmeiras X Coringão, por exemplo, que daria briga e morte no bar na Avenida São João. Polêmicas como Brasil X Argentina, por exemplo. Mais que isso, quem foi melhor, Pelé ou Maradona?
É uma polêmica que, aqui no Brasil e lá na Argentina, não existe. Não tem votação aqui que dê Maradona, nem lá que dê Pelé. A não ser, é claro, como lembrou o Ken, uma votação pela internet, como teve a do Clarín, em que os brasileiros entraram lá e ficaram votando até o Pelé ganhar (aahahahahahaha adoro isso).
Mas a genialidade está no seguinte: o caminho recomendado foi o de pegar essa polêmica... e levar para o lado do bom humor. Seria tudo visto como uma grande brincadeira. Ah, vai! É bo-te-co-xe-xe-len-to. Sensacional!Aí pegaram um jogador que, como foi dito na palestra, é uma piada pronta. O cara tem aquele cabelo, era meio perna-de-pau e, pô!, chama Biro-Biro.

E assim começou a eletrizante disputa entre os dois (?) craques, com uma campanha super divertida e, principalmente, eficiente. Cada tampinha valia um voto e fez-se uma grande eleição para escolher o melhor. O sentimento "cai, Maradona", como previsto, imperou e foram todos felizes.
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Olha isso (adooooro) - ativação para incitar a participação:
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Tó: minha inveja pra vocês. Paguei um pau.
3 comentários:
Adorei!!!
Ficou muito bom!! Não tem como não comer as unhas de inveja! rsrsrs
Não tem, né? Minha manicure que se prepare. ahahahah
Vi a apresntação do Bradesco feita pelo Geraldo Rocha Azevedo. Impressionante que já estamos (nas agências) desenvolvendo produtos e serviços para os clientes, além de fechar parcerias maravilhosas. Isso é o melhor.
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