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15/05/08

O Coitado do Power Point

Venho aqui em defesa do Power Point.

Todos falam mal, humilham, pisam e cospem no coitadinho, mas, vejam: ele é apenas uma inocente vítima dos "utilizadores compulsivos de efeitinho", dos "enchedores de lingüiça e de slides, com letrinhas em corpo 12" e dos horríveis "batedores de recorde de quantidade de slide".

Gente! Coitado do Power Point.

Ok, tá certo, existem várias ferramentas melhores, mas ele não tem culpa se o cliente faz briefings horrorosos com ele. Se o Atendimento faz sobreposições calamitosas. Se mesmo o Planner da sua agência parece não tem noção de formas e cores. Ele é só uma coitada de uma ferramenta. Passiva. Inocente. Tadinho!

Da mesma forma que um Diretor de Arte pode trucidar um layout, ofendendo nossos olhos, e outro pode fazer maravilhas de encher o coração e o bolso, da mesma forma que um Redator pode escrever frases com reticências, exclamações e trocadilhos e outro pode encher olhinhos de lágrimas de emoção e de cifrões, o Power Point pode produzir aberrações ou projetos magníficos.

Depende de quem está mexendo!

Não sou a rainha mundial das apresentações, mas como já falei em outros posts, estudei váaaaaaaaaaarias apresentações, moooooooontes de Power Points, fiz um curso auto-didata "como enxugar tudo isso e deixar com um terço do tamanho", estou, com a graça de Nossa Senhora do Slide conseguindo fazer projetos incríveis (ai, que orgulho, nunca imaginei que eu conseguiria) e acho que isso meio que me gabarita a, assim que terminarmos a seção "De Job em Job", começar uma falando apenas disso: como fazer uma PUTA de uma apresentação boa.

Combinado então. Daqui a mais ou menos uma semana acho que já dá pra começar, certo?

Vamos redimir nosso amiguinho e libertá-lo da sanha assassina da Criação, mostrando que o Power Point é do bem!

Até lá.
;)

Este post foi publicado originalmente no Promo Planners

Apresentação Show - Parte 4

Pronto, agora chegamos no final da apresentação. No post anterior, vimos como dá para montar a apresentação, a partir do esqueleto que inventei.

Essa segunda parte fica mais difícil de exemplificar, porque ela depende do que foi criado. Digo, do conceito criativo, das peças de comunicação etc.

Mas inventei uma ação tosca de distribuição de folheto + pregadores só para que você possa ver como mais ou menos ficaria a descrição de uma ação.

As peças ficam melhores se colocadas em cima de um fundo preto. E, no cantinho, é só dizer que peça é aquela. A melhor maneira de distribui-las é inserir cada peça quando ela for mencionada.

Slide 1 "entregaremos um folheto". Slide 2: layout do folheto. Slide 3: "faremos uma ação de tal jeito". Slide 4: ilustração da tal ação.

Como nosso cliente estava pensando em uma promoção comprou-ganhou, pensei depois que talvez seja uma boa sugerir uma ação com essa mecânica, mas mostrando como ela pode agregar valor (pois é, não é porque fizemos um esqueleto que temos que segui-lo até o fim sem poder mudar nada).

Como depende do que tiver sido criado e, ao final, só faltariam os anexos, não me preocupei em marcar esses slides nesse exemplo que você vê abaixo.

E, por último, um slide-encerramento. Tem gente que escreve "obrigado". Eu coloco o logo da agência. Acho importante existir esse slide, que é pra que, depois que acabar a apresentação do último item, não fique aquela tela "esc" projetada na parede. Às vezes acontece também o famoso "opa, já acabou". Aperta o "page up". "Bom, é isso então". Argh. Mas essa é a única função do coitadinho do slide, ser papel de parede enquanto o Atendimento joga aquele monte de planilha em cima do Cliente.



Se der pau, vai aqui pra ver

Esta coluna foi originalmente publicada no Promo Planners

Apresentação Show - Parte 3

No post anterior, fiz o que seria o esqueleto da apresentação final do nosso job de tanques para lavar roupa. Nesse aqui, veremos a primeira metade da apresentação.

Mais uma vez vale reforçar que, como o propósito desta coluna é falar sobre formato de apresentação, não estou conferindo dados de mercado, nada disso. Estou, é bom deixar claro, chutando geral. Então, não se preocupe em achar erros. Dê um passo pra trás e veja a big picture.

Muito bem. Então finalmente abrimos nosso arquivinho de Power Point. Pausa. Sim, o Power Point não é a única ferramenta e existem outras melhores, mas é a mais comum e a que a monstruosa maioria utiliza. Ponto. Parágrafo. Fim da pausa.

Slide 1: capa
Qual é a função da capa?
Posicionar a respeito de que projeto vai ser visto a partir dali e de quem o fez.
Portanto, o que mais precisa ser colocado na capa além disso?
Nada.
E não é elaboração de título de livro.
É curto e grosso: "Ações para Alavancagem de Vendas", por exemplo.

Outra coisa: toda marca tem sua identidade visual. E não é por um mero acaso. Então, é recomendável segui-la. Não estamos falando aqui de uma reprodução do site, mas precisamos utilizar os mesmos elementos da comunicação.

Para utilizar como referência, abri o site do tanque que usei de exemplo no post anterior. Ele é da Tramontina. Então, seguindo a linha do “é um exemplo”, vamos fingir que nosso tanque é da Tramontina.

O site da Tramontina é assim:

Antes de começar a apresentação, selecione elementos visuais que tenham a ver com o que você vai falar.

Cada um de nós pode contar com a Criação de uma maneira, então, aqui, vou considerar a situação “trancaram a porta da Criação e tenho que fazer tudo sozinho”. Portanto, Google Images is your friend. No nosso caso aqui, saí pegando de foto de pregador às fotos de mulheres usando roupas que precisam ser lavadas na mão. Você vai perder um pouco de tempo com isso, não tem jeito. Se a gente pegar as primeiras que aparecerem, não vai ficar, é claro, muito decente. Tive a maior sorte e encontrei um site com fotos ótimas, dando um seach por “blusas tricô”, se não me engano. Fiquei uns bons minutos procurando só isso, porque queria fotos que eu pudesse pôr bem grandona no slide, sem estourar, é claro.

A partir do slide 2:
Agora, vamos seguir o esqueleto e montar a apresentação, juntando os elementos visuais da marca e as fotos que pegamos.

É preciso imaginar o ritmo da apresentação na hora de fazer o arquivo. Por exemplo: começamos com a frase “os hábitos de compra das classes baixas mudaram nos últimos anos”.

Se eu colocar essa frase como título, já jogando dados de pesquisa embaixo, que impacto isso vai ter? E eu quero que, nesse momento, as pessoas só prestem atenção no que eu tô falando, então, entrou só isso.

Os slides de pesquisa são os mais difíceis porque só os Diretores de Arte conseguem fazê-los ficarem bons e clean. O máximo que consegui foi isso que você vê aí.

O slide do vídeo, é claro, é só uma marcação. Na versão final, teríamos um vídeo mesmo ali.A partir daí, vou ter que vender o novo posicionamento para o Cliente. Quanto mais impacto melhor. Por isso, quanto menos coisa tiver no slide – e principalmente, quanto menos letra – mais eficiente ele vai ser.

Não se preocupe com o número de slides total da apresentação. Nesse caso, por exemplo, não fica muito melhor entrar com uma informação de cada vez (texturas / tecidos delicados / a mulherada tem tudo isso e precisa lavar na mão) do que fazer um slide com todas as informações de uma vez só? O cliente vai dar uma geral no slide e, antes de você começar a segunda frase, ele já vai estar discutindo o que entendeu, você não vai conseguir seguir seu raciocínio e sabe-se Deus o que vai acontecer. Faça o cara seguir seu raciocínio. Crie uma expectativa. Assim tem mais impacto. Mas também sem ficar enrolando, porque aí o impacto vai pro beleléu, porque cansa.

Então vamos ver como ficou a primeira metade da apresentação. No próximo post, a gente segue até o final.




UPDATE: se der pau aí, como está dando aqui no meu computador, acesse o arquivo por aqui.

Esta coluna foi originalmente publicada no Promo Planners

14/05/08

Apresentação Show - Parte 2

No post anterior, vimos as 5 lições que tirei, ao longo da carreira, para se fazer uma apresentação eficiente.

Então agora vamos ver como tudo isso se aplica na prática. Para tanto, acho que o melhor é criarmos um job fake aqui para montar a apresentação dele.

Cliente: fabricante de tanques de lavar roupa
Briefing: o cliente quer alavancar suas vendas, já que as vendas estão despencando. Ele pediu uma promoção de vendas em que o consumidor compra um tanque e ganha, na hora, 5 lindos pregadores. Precisamos desenvolver esse brinde e criar a comunicação da promoção.


Ok, briefing na mão, a agência chegou a algumas conclusões, soluções e idéias:

Primeiro: por que as vendas dele estão despencando? Porque as classes baixas estão comprando tanquinho? Mais do que isso, porque grande parte já está comprando máquinas com centrifugação e diversos features. Então, a promoção não vai adiantar nada. (Não esqueça que esse é um job fake e estou mandando ver aqui sem checar nenhum dado, citação, é só um exemplo)

Porém, cada vez mais temos pessoas jovens morando sozinhas, casais jovens etc., pessoas que têm tanque em casa meio porque "tem que ter". Então, vamos falar com essas mulheres, cheias de blusinhas com linhas, texturas, apliques e brilhinhos que são destruídos pela máquina de lavar, afirmando que, com esse tanque em casa, elas poderão manter suas roupas especiais sempre impecáveis e de maneira muito fácil.

Vamos lá: o Cliente vai chegar na reunião esperando ver o layout da promoção de Dia das Mães. Como fazemos a apresentação que o convencerá de que estamos certos?

Neste post, o passo 1: esqueletar a apresentação. Faça um esqueleto de tudo o que você vai falar, na ordem, a lápis ou no computador, como você preferir, para ter uma visão geral da apresentação, antes mesmo de começar o arquivo final. Assim, você não se perde e, sabendo o que vem depois, já constrói os elos certos entre um slide e outro, ganhando dinamismo e continuidade.

Esqueleto 1: mostrando todo o raciocínio feito pelo Planner


1.Dados do briefing:


-O tanque tem x% de mercado, mas já foi o líder de vendas em sua categoria.
- seu design anatômico facilita a lavagem de roupas de todos os tipos.
- as consumidoras pesquisadas disseram que este modelo é muito bonito e reconhecem a qualidade.


2.Objetivos:


- alavancar as vendas.
- aproveitar o incremento de vendas que o mercado em geral tem por conta do dia das mães pra implementar uma promo comprou-ganhou.


3.Considerações iniciais:


A. os novos hábitos de consumo das classes C e D.
- Inserir pesquisa com dados de mercado, do varejo e do segmento de eletrodomésticos
– conclusões dessa parte.


B. constatação de que, no Dia das Mães, as mulheres não querem ganhar um tanque de lavar roupa:
- Inserir pesquisa em que as mulheres falam o que acham de ganhar presentes “para a casa” no dia das mães.


Interrompemos essa apresentação para dizer que o cliente levantou e foi embora dizendo “que enrolação, não foi isso que eu pedi”.


Nova tentativa - Esqueleto 2: começo-bomba para prender a atenção do cliente


1. As mulheres não querem ganhar um tanque de presente de Dia das Mães


2.Inserir pesquisa que mostra os presentes mais desejados pelas mulheres no Dia das Mães e sua opinião sobre ganhar um tanque de lavar roupas.


Interrompemos essa apresentação para dizer que o cliente levantou e foi embora dizendo “você acha que sabe mais do meu negócio do que eu? Estou a 50 anos no mercado, meu filho!”


Nova tentativa - Esqueleto 3: apresentação-show


1. Os hábitos de compra das classes baixas mudaram nos últimos anos:
como era / como é hoje
quem era a consumidora de tanques / o que ela quer hoje.


2.Opinião das mulheres sobre ganhar um tanque no Dia das Mães:
vídeo de 1 minuto:
Lettering “o que você gostaria de ganhar no Dia das Mães?”
Clipe das melhores respostas.
Lettering: “e o que você faria se ganhasse um tanque de lavar roupa ao invés disso?”
Clipe com as melhores respostas e expressões.


3.Oportunidade:

(fotos de mulheres jovens com peças de roupa com linhas, texturas, apliques etc que não podem ser lavadas na máquina)

Dizer que as mulheres de 20 a 30 anos precisam ter outra forma de lavar suas roupas especiais.
Lavanderia -> é caro
Empregada -> nem sempre toma o cuidado necessário
Solução -> tanque desenvolvido para isso -> novo posicionamento


4. Idéia criativa

Desdobramento de ações:
- Abordagem em pontos de convergência
- Material impresso em ptos de venda de imóveis de baixa metragem
- Material entregue nas lojas de roupas
- Promoção junto às revistas femininas da Ed. Abril
- Promoção junto a marca de sabão em pó
- Ação específica para SPFW


5. Prognóstico e possibilidades de continuidade das ações


6. Anexos:
- Lista completa de lojas de roupas, empreendimentos imobiliários, revistas e marcas
– possíveis parcerias.
- Pesquisa completa de hábitos de compra das classes baixas.
- Pesquisa com dados do mercado de eletrodomésticos com ênfase no segmento de máquinas de lavar roupa.
- Exemplos de roupas que estão em voga hoje e que são destruídas se lavadas na máquina.


No próximo post, a gente passa a construir a apresentação propriamente dita.
; )

Esta coluna foi originalmente publicada no Promo Planners

12/05/08

Apresentação Show - Parte 1

Bom, encerrada a coluna De Post a Post, que fez mais sucesso do que eu esperava (ora, viva!), agora vamos para o fantasma dos fantasmas, o horror dos horrores: como fazer uma PUUUUTA apresentação.

Nesse primeiro post, vou contar como aprendi a fazer uma apresentação eficiente (ah, a falta de modéstia):

Capítulo 1: trabalhei com muitos redatores bons, alguns ótimos e 3 geniais (Marcelo, Marinho e Dudi, todos Planners, aliás). Com eles, aprendi como desenvolver um raciocínio de modo a que as pessoas entendam de onde saí (diagnóstico), por onde passei (estratégia) e onde cheguei (a solução).

Lição 1: todo projeto tem que ter começo, meio e fim.

Capítulo 2: em 2003, fui para o Banco de Eventos. Se você nunca apresentou uma campanha para o Victor Oliva, vou contar como é: ele se senta diante de você, à mesa de reunião, controle remoto da TV, interruptor de chamar a secretária, telefone, tudo ali em volta. De repente, ele grita: “Bom, filha, me conta rápido sua idéia”. E você conta.

Se em um minuto ele não se interessar pela conversa, ele começa a mexer nas coisas, chama a secretária, atende o telefone, liga (ou desliga) a TV etc. Se em 2 minutos, mais ou menos, ele não se convencer de que você tem uma boa idéia, ele te interrompe com uma bordoada verbal e aí ou você resume em uma frase ou vai embora refazer.

Lição 2: trate o Cliente na reunião como tratamos os consumidores diante das gôndolas: chame a atenção dele em 10 segundos. E seja rápido, porque ele vai para a gôndola do lado em questão de minutos. E não é só o Victor, não.

Capítulo 3: no BE eu também aprendi como se faz uma boa apresentação – e não estou falando do projeto em si, do amigo Power Point, mas de tudo, tudo, t-u-d-o, desde que o Cliente entra na sala de reunião, até a hora em que ele passa pela porta de saída.

Lição 3: utilize outros recursos. Fez pesquisa, daquelas de mini-amostragem? Edita e joga na apresentação. Tem ação de abordagem com algum material difícil de explicar? Contrata a recepcionista pra fazer um freela e servir de promotora.

Capítulo 4: Há dois anos, voltei para a SD. Percebi que o Dudi ficava muito impressionado com o conteúdo dos meus projetos, mas trocava um monte de coisa de ordem. Ele buscava um slide láaaaaa atrás e trazia pra frente.

Lição 4: por mais maravilhoso que seja seu planejamento, ponha a mão no coração, trema o queixinho e admita: ele é apenas um obstáculo entre o Cliente e a idéia criativa, que é o que ele quer ver.

Capítulo 5: Como já mencionei aqui, uma vez o Neto viu um Power Point meu e se recusou a ler “você não pode impor uma quantidade de informação assim a ninguém! Quem tem tempo?”.

Lição 5: seja objetivo. Sempre.Com tudo isso aprendi a fazer um projeto com começo, meio e fim, que vai direto ao assunto e não se demora lá.

Ou seja: vamos ver aqui se a gente consegue deixar isso:

... o mais próximo possível disso:

(para ver o PPT inteiro, clique aqui)

Aproveito para agradecer a todos os citados nesse post, que me ensinaram, cada um a seu modo, como se faz uma apresentação show!

Esta coluna foi originalmente publicada no Promo Planners

18/02/08

Menos É Mais

Sabe filme de prisão? Sempre tem uma hora em que a câmera dá um close detalhado nas tatuagens que o personagem principal fez. Se o filme vai mostrar o bandidão se vingando até da quinta geração de quem o prendeu, aparece lá a tatoo "Revenge". A amada o trocou por outro enquanto ele estava encarcerado? "Love" ou o nome dela são marcados para sempre com um caco de telha e uma caneta Bic.

Eu estou pensando em tatuar nas costas das minhas mãos a frase "Menos É Mais". Assim, enquanto estiver digitando, a frase fica lá, gravadona na minha mente, para não ter como eu esquecer disso.

É que a gente fica pesquisando, descobrindo um milhão de dados, faz um diagnóstico em 45 passos, um SWOT maravilhoso, coloca exemplos da concorrência, comparativos, traça uma estratégia maluca, com 3 ângulos, possibilidades e prognósticos... ah meu Deus, olha o cliente com cara de tédio, sem prestar atenção em nada! Joga tudo no anexo! Joga sem dó e enxuga o projeto. Senão, todo o trabalho que você teve resolvendo o job não vai ser ouvido pelo cliente que - e quem vai condenar? - vai achar um saco, se desconcentrar e pronto, lá se foi a concorrência.

Eu sou uma pessoa de sorte: um dos profissionais que mais admiro na nossa área uma vez viu um projeto meu e me tascou um puxão de orelha doído. Mais do que isso: se recusou a ler o projeto. Porque era imenso e, fala sério, quem tem tempo? Menos é mais, ele citou.

A partir daí virei uma centrífuga de textos. Todos são lidos e relidos até eu conseguir diminuir uma parte considerável.

Antes que você diga que meus posts são gigantes, saiba que isso faz pouco tempo e velhos hábitos custam a sair de vez.

: )

Também passei a prestar atenção, nas apresentações nos clientes, em quais partes poderiam ter sido diminuídas ou feitas de outro modo, para ficar mais objetivo, mais forte, mais eficiente.

Sim, é difícil. E toma tempo. E dá dó de cortar coisas. É como se cada slide fosse um tijolinho de classificado com limite de toques. É um inferno.

Mas vale a pena. Fora que, com o tempo, começa a doer menos. Principalmente porque todo o trabalho que você teve resolvendo o job vai ser ouvido na íntegra na hora da apresentação. Ninguém vai bocejar, desconcentrar ou ficar com cara de tédio.

Na prática, funciona assim: em um projeto eu tinha, só no diagnóstico, quatro slides com um volume assim de texto:

Enxuga daqui, enxuga dali, cheguei a um só slide com o essencial para entender o que estava sendo dito ali:


E não custa nada caprichar no visual do seu projeto. Isso não significa, mas de jeeeeeeeeeeito NENHUM, efeitinhos mirabolantes, musiquinha e/ou templates que parecem sobras do cenário do Silvio Santos. Também não é preciso depender da Criação para ter um fundinho decente. Seja simples e limpinho, dê a dinâmica que você precisa e assim você economiza ainda mais slides:

(mas dê uma mostradinha pro Diretor de Arte do job antes de salvar, porque, definitivamente, os caras, às vezes com um toquinho só, deixam o projeto bem melhor de ser apresentado. Esse aí em cima, por exemplo, ainda não passou por eles, já tô levando, tô levandooooo)

Menos é mais.

Foi o que ouvi e o que fico me lembrando a cada novo projeto que tenho que escrever.

Como se estivesse tatuado na mão mesmo.

E tem dado certo.

Aqui tem várias apresentações "menos é mais" para você estudar e se inspirar.

E aqui, a regra 10/20/30 do Guy Kawasaki para apresentações eficientes (em inglês).

Este post foi originalmente publicado no Promo Planners